Para Refletir

Quando a alimentação vira uma prisão mental

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Ultimamente o que mais tenho visto são pessoas se prendendo a estilos de vidas particulares que ouso dizer até que tudo faz parte de um modismo imposto por uma sociedade (?) que cada hora inventa uma coisa diferente para ganhar ganhar dinheiro na sua área atuante. Vou explicar!

De uns tempos pra cá tenho visto um tanto de gente que de repente apareceu com intolerância a glúten e lactose. Digo isso porque eu passei por essa experiência dentro de casa, com a minha mãe tendo que fazer diversas restrições por mais de um ano e meio, pois seu médico afirmou que suas enxaquecas (que ela tem desde criança) eram provenientes de uma intoxicação no seu organismo causada pelo glúten e a lactose (mesmo com todos os exames específicos para a detecção de intolerância dando negativo).

Ela se privou de muitos alimentos (o que me gerou uma série de receitas glúten e lac free aqui para o blog) sem receber em troca, nenhuma modificação comprovada nos seus sintomas e mesmo colocando para o médico especialista toda a sua condição, o mesmo não mudou de opinião, insistindo para que ela se livrasse dos alimentos “intoxicantes”. Teve ela que trocar de médico, então.

Diante disso eu tenho presenciado no dia a dia e em muitos perfis de redes sociais, pessoas aderindo a esse novo “estilo de vida” como sendo a cura para seus problemas, quando na verdade, uma intoxicação que não existe hoje, pela falta de certos nutrientes que somente os alimentos com glúten e lactose podem proporcionar, pode se tornar real amanhã e assim sim, um modismo os fazem virar escravos daquele “estilo de vida”.

Assuntos como este são muito polêmicos e eu tento não mencionar sempre, já que tenho diversos leitores de diferentes pontos de vista que podem ou não concordar com tudo isso que eu penso. Mas acredito que o estalo que tive ao pensar em tudo isso, pode também acontecer com outras pessoas que se prendem a escolhas sem ter certeza do que estão fazendo. É preciso estudar sobre suas escolhas, procurar profissionais certos (mais de uma opinião, inclusive), verificar se você realmente precisa daquela mudança na sua vida e manter a mente aberta para a opinião contrária àquilo que diz respeito às teorias que você acredita.

Citei como exemplo o caso do glúten e da lactose, mas existem hoje pessoas aderindo a novos diversos tipos de estilo de vida alimentar o tempo todo. Os que são Carbo Free (não comem carboidratos), os Sugar Free (não consomem açúcar), os Vegan (não consomem nada de origem animal), dentre outros.

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Eu acredito que tudo que é radical é ruim. Ruim pra pessoa que pratica (sem que ela perceba), ruim para as pessoas que convivem (que acabam se privando de muita coisa também) e ruim para o seu corpo. Vivemos em uma cadeia alimentar e obedecemos (na teoria) a uma pirâmide alimentar onde são ordenados grupos alimentares de acordo com a necessidade do ser humano. Tudo que é demais faz mal, mas tudo que é de menos também.

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Precisamos ter um bom senso em nossas escolhas sem que precisemos nos tornar paranoicos quando se trata de alimentação. Um prato colorido, com alimentos frescos, preparados em casa e obedecendo a diversidade de cada grupo alimentar é o que faz bem para o nosso corpo.

É claro que quando você está acima do peso, com deficiência de alguma vitamina, exames alterados ou são constatadamente intolerantes a determinado tipo de alimento é necessário fazer restrições, mas fora isso, acho que nosso corpo e nossa mente precisam ser bem abastecidos.

O que quero dizer com tudo isso é que cada vez mais vejo as pessoas aderindo a dietas sem saber de onde veio, pra onde vai e por que estão fazendo. O negócio é só seguir as tendências que viram na TV ou na internet e que tá todo mundo fazendo. Daí ouviram falar que é bom e nem percebem que estão, na verdade, é dando dinheiro para a indústria alimentícia que quer é isso mesmo. O mais triste é perceber que, na maioria das vezes isso não se passa de um modismo! A moda das dietas (que sempre existiu e sempre vai existir. Quem não se lembra da famigerada água de berinjela?)! Mas o pior mesmo é ver o quanto as pessoas estão bitoladas em retirar algo, que até então era consumido sem nenhum problema, do seu cardápio e se tornando escravas disso.

Antes de terminar este texto, gostaria de deixar bem claro aqui que tudo que eu disse hoje faz parte do que eu penso e que em momento algum fiz este post pensando especificamente em alguém, ou com a intenção de julgar o comportamento alheio. Cada um sabe de si e responde pelas escolhas que faz para a sua vida. Eu aqui coloco somente o meu ponto de vista em um espaço que, apesar de aberto a todos, considero como meu em particular. Se você se sentiu ofendido em algum momento, te peço desculpas, pois a intenção não é essa, mas reflita se não está sendo refém demais do que pensa também.

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A todos que leram até aqui, muito obrigada.

Um beijo grande, Carolina.

 

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Um comentário em “Quando a alimentação vira uma prisão mental

  1. Realmente me privei de muitas coisas durante 1 ano e meio. Dizer que foi fácil não foi, mas a gente acaba se acostumando. Agora que não estou mais nessa dieta posso dizer que estou me sentindo bem melhor agora.

    Curtido por 1 pessoa

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