Para Refletir · Viagem

Como Perder um Voo com Sucesso

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Sei que o título deste post ficou bem estranho, mas devido a algumas coisas que me aconteceram, achei que um post contando minhas péssimas experiências perdendo voos, seria bem interessante e que o título desta forma atrairia mais as pessoas a lerem.

Bem, pelo sim ou pelo não, vou contar a vocês das vezes que perdi o voo na minha vida. Não foi nem uma, nem duas vezes, foram TRÊS VEZES! E a última vez foi há pouco tempo enquanto estava viajando para Recife, como de costume.

Antes de tudo, acho importante explicar que na minha cidade tem aeroporto, mas são poucos os voos que saem daqui por dia e quase sempre são absurdamente caros. Por conta disso, sempre pego voo no RJ, que fica há duas horas da minha cidade e normalmente não preciso fazer conexão (apesar de morar em Minas Gerais, minha cidade – Juiz de Fora – faz divisa com o estado do rio de Janeiro, por isso é tão perto).

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O primeiro voo que perdi já fazem uns 8 anos ou mais. Saí da minha cidade super em cima da hora, atrasada para o que tinha planejado e desta vez eu estava indo de carro para o RJ (normalmente vou de ônibus que compensa mais). Acontece que viajar de carro no banco de trás me deixa muito enjoada e eu fui obrigada a parar duas vezes para tomar um ar fresco e colocar pra fora minha indisposições (se é que me entendem).

Bingo! Já cheguei no aeroporto não podendo mais fazer o check in e o próximo voo era só daqui a sei lá quanto tempo.

O segundo voo perdido foi o mais emocionante (rs). Quando vou de ônibus para o RJ tenho dois caminhos para fazer da minha casa até a rodoviária. Os dois caminhos tem a mesma distância, porém, um tem mais semáforos e por isso tem mais trânsito, então sempre escolho o caminho mais tranquilo.

Entrei no carro e fui por esse caminho de costume, mas estava parado por conta de um acidente. Dei meia volta com a intenção de pegar o outro caminho que também estava todo parado por conta de um acidente. E este segundo caminho é super complicado de voltar porque a via é fechada por divisas que separam as mãos. Então fiquei um tempão presa no mesmo lugar até conseguir virar e voltar para o primeiro caminho (sim, o que também havia acidente, mas que parecia ser mais apropriado que o outro).

Nessa altura do campeonato eu já sabia que ia perder o ônibus, mas estava na esperança dele também atrasar, já que fazia o mesmo trajeto que eu.

Consegui enfim voltar ao outro caminho que a polícia estava mediando e ajudando o fluxo de carros a conseguir passar pelo acidente e finalmente cheguei a rodoviária, mas havia perdido o ônibus. Até aí tudo bem porque o próximo ônibus era daqui a 50 minutos e, ainda assim, daria tempo para pegar o voo.

Embarquei no próximo ônibus e fui tensa até chegar na rodoviária do RJ. Desci do ônibus e peguei o Frescão que me deixaria no aeroporto. Quase chegando ao Galeão, super em cima da hora máxima para fazer o check in, outro acidente. Eu não podia acreditar. Três acidentes no mesmo dia e no meu caminho? (Seria um aviso divino para eu não pegar aquele voo?) Atearam fogo em um carro no meio da pista que leva já a entrada do aeroporto.

Depois de todo aquele transtorno eu consegui chegar lá e, obviamente, não pude embarcar pois meu voo estava decolando em 10 minutos. Eram 14h e o próximo era só ás 21h… senta e aguarda!

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O terceiro voo que perdi, mas não menos interessante, foi este ano há pouco tempo. Tudo deu certo no caminho daqui até o RJ. Fiz meu check in, embarquei para a área de embarque e passei por aquela revista minuciosa da Polícia Federal.

Me pediram para tirar o laptop da mochila, tirar os sapatos e revistaram – discretamente – toda parte do meu corpo. Foi uma revista random, eu não era suspeita de nada, fiquem tranquilos.

Depois disso peguei minhas coisas e sentei em frente ao portão de embarque para aguardar chamarem o meu voo. Só que… (sim! Teve essa parte temida!) na hora de entregar o documento de identidade juntamente com o bilhete de embarque, cadê o documento de identidade?

Eu não entendia, afinal, eu havia feito o check in e entrado para a área de embarque e me lembro de apresentar o documento em ambas as situações. Começou a correria atrás do documento. Verifiquei com o funcionário que havia feito meu check in e não havia nada lá, vasculhei minha bolsa, carteira e os bolsos e não tinha nada também, comecei a me desesperar já que sem documento eu não poderia embarcar no voo e nem voltar para a minha cidade, precisaria dele nas suas situações.

A comissária me orientou a ir até a Polícia Civil do aeroporto e fazer um boletim de ocorrência para poder embarcar no próximo voo. Quando eu estava a caminho de sair da área de embarque eu tive um lapso de começar a perguntar as pessoas que faziam as revistas na hora da entrada se alguém havia encontrado um documento de identidade e foi então que um senhor muito bonzinho disse que sim, que o documento era de uma mulher e que até parecia comigo. Parecia comigo??? Então era eu, só podia ser!

Ele disse que entregou para um rapaz que não sabia quem era, mas que trabalhava no aeroporto (vou atalhar a parte da confusão que foi para descobrir quem era e etc. pra história não ficar ainda mais cansativa do que já é). No final das contas tudo indicava que o documento era meu, mas o departamento de achados e perdidos do aeroporto não funcionava depois das 20 horas e só abria ás 08 horas da manhã, ou seja, não percam nada nesse horário porque senão ficará perdido sem ser achado. Só rindo mesmo para não chorar.

Corri no balcão da empresa aérea e reagendei meu voo para ás 09 horas do dia seguinte por uma bagatela de mais uns R$300,00 (não me lembro direito o valor) – perder voo tem essas coisas, o reagendamento e mais a diferença de preço entra as passagens fica salgado dependendo da empresa aérea.

Nessa hora eu tinha três opções: passar a noite acordada vagando pelo aeroporto por cerca de 12 horas carregando minha mala que teve que ser retirada do avião e devolvida a mim,  dormir em um daqueles bancos de aeroporto completamente sem conforto e correndo o risco de ser assaltada porque o movimento no aeroporto de madrugada cai muito e você fica parecendo uma alma penada naquele lugar gigante ou desembolsar um preço salgado (salgado mexxxmo!) para passar uma noite segura e confortável no hotel do aeroporto.

Optei pela terceira opção porque já havia viajado o dia todo e ainda teria 12 horas pela frente até conseguir de fato embarcar, mas não vou dizer que paguei tranquila porque a brincadeira de ter perdido o voo já estava me saindo praticamente uns R$700,00 a mais.

Tomei um banho, coloquei uma roupa confortável e dormi igual uma pedra. No dia seguinte eu estava em frente ao departamento de achados e perdidos com uma hora de antecedência contando cada minuto para abrir. Peguei o documento que de fato era o meu que estava lá e corri para o embarque. Consegui embarcar e enfim estava voando para meu destino.

Cheguei enfim ao meu destino, e depois de ouvir poucas e boas de toda a família, tirei bons aprendizados e conclusões em relação a tudo que passei. Também não era pra menos, né?! Se apesar de tudo isso eu não tivesse aprendido nada, seria muita falta de vergonha na cara.

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Então vou dividir com vocês alguns cuidados básicos para se tomar quando forem fazer qualquer viagem de avião (por mais simples, rotineira e curta que ela for):

  • Saia de casa com o dobro do tempo que você costumaria levar para chegar ao aeroporto .
  • Desconsidere aquela uma hora reservada para realizar o check in. Isso é horário morto, afinal, se o aeroporto estiver tumultuado, uma hora quase não será suficiente. Então programe-se como seu voo fosse uma hora antes do que realmente é.
  • Sempre leve com você um documento reserva. Por mais que a carteira de motorista já tenha todos os dados necessários para viajar, pode acontecer o que aconteceu comigo, por não ter outro documento em mãos eu acabei tendo que remarcar o voo para quando a sessão de achados e perdidos abrisse e dei sorte por ele estar lá, porque se não tivesse, a burocracia seria maior. Eu teria que abrir um boletim de ocorrência para a Polícia Federal me autorizar a embarcar. Imaginem se fosse fora do Brasil e eu perdesse meu passaporte e não tivesse outro documento em mãos?! Seria um auê que nem imagino o tamanho!
  • Nunca façam o check in antes de chegarem ao aeroporto. Esta dica é muito valiosa, pois sem o check in feito, você pode mudar o horário do seu voo em até daqui a 12 horas em algumas companhias aéreas (não são todas) sem precisar pagar nada a mais por ele. Agora com a facilidade de efetuar o check in pelo celular, assim que você chegar no aeroporto, faça-o pelo celular mesmo ao invés de correr o risco de um contratempo no caminho.
  • Ao chegar no aeroporto, efetue logo seu check in e despache as bagagens assim que possível for. Quanto menos burocracia você deixar para a hora do embarque do seu voo, mais chances de dar tudo certo e você embarcar certinho terá.

Bem, essas foram dicas de quem já passou por alguns sufocos e não pretende passar de novo. Agora quando viajo, levo a carteira de motorista, identidade e o passaporte e claro que deixo os três separados, afinal, se eu perder um, não perco os três juntos. E mais, ainda saio bem cedo de casa, mesmo que tenha que esperar uma horinha a mais sentada sentada no aeroporto lendo um livro.

Beijos e beijos, Carolina.

Update: Ah, já ia me esquecendo de contar que no mês passado minha avó perdeu também sua identidade, perdeu o voo e teve que viajar depois de uma longa burocracia na Polícia Federal e um bom dinheiro a menos. Mal de família! hahaha

 

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