Para Refletir

O quanto o seu emocional responde por você?

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Você já parou para pensar no quanto o seu emocional pode estar ligado às atitudes que você tem e às escolhas que você toma?

Parece estranho pensar que tem algo que nos faz agir diferente de como agiríamos habitualmente, mas que essa coisa que está nos fazendo tomar atitudes diferentes é algo não palpável, que está dentro de nós mesmos, mas que não podemos – ou não conseguimos – controlar.

Isso é o emocional tomando conta da gente.

Dizer que o emocional responde por nós não quer dizer que é porque somos frágeis, mas que – provavelmente – existe um certo desequilíbrio dentro de nós.

Eu sou uma pessoa incontrolavelmente ansiosa, já cheguei até a fazer tratamento com profissionais e tudo, o que me ajudou a me conhecer melhor e controlar meus pensamentos antes que eles cheguem, mas quando a ansiedade bate de surpresa, não há como reverter, apenas respirar fundo e tentar manter a cabeça fresca para pensar melhor.

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O emocional é capaz de gerar doenças psicológicas ou mesmo físicas. Tem muita gente que guarda angústias no peito e por isso desenvolvem síndromes, ou pressão alta, doenças de pele e infinitas outras coisas.

Nosso emocional é o que mantém o nosso bem estar e nossa saúde em dia. Se a auto estima está baixa, certamente isso desencadeará uma série de fatores que agridirão com nós mesmos. Paramos de nos cuidar, a alimentação vai mal, o sono fica comprometido e nos esquecemos até da aparência.

É comum ver pessoas se entregando aos sintomas físicos que a nossa mente manipula e hoje em dia isso vem se tornando cada vez mais intenso e mais frequente.

Dia desses eu estava na beirada da piscina conversando com a marido da minha prima que é médico e ele me dizia que a nossa geração (entre 20 e 30 anos) não era pra estar passando por tantos problemas psicológicos – como depressão, síndrome do pânico e ansiedade – como está ultimamente. Ele me disse que isso era caso de pessoas da idade dos nossos pais, que já viveram o bastante para acumular preocupações suficientes e serem vítimas de transtornos emocionais. Mas o principal vilão dessa coisa toda é a tecnologia.

Por incrível que pareça, se pararmos para relembrar a década de 80 e 90 (que foi a época da minha infância), não se preocupava quando tentava-se ligar para uma pessoa e ela não estava em casa. Não havia celular. Não havia internet. Não haviam milhares de redes sociais onde hoje é possível encontrar diversas informações nossas espalhadas o tempo todo. Onde estamos, com quem estamos, que horas eram e o que comemos. Sim, até o que comemos! E isso tudo faz com que esta geração Y se torne cada vez mais ansiosa, cada vez mais acelerada por obter informações e estar sempre mais e mais atualizados.

O WhatsApp agora mostra a hora em que a pessoa esteve online pela última vez e se visualizou ou não nossa mensagem. O mesmo para o Facebook e demais redes sociais. Isso só faz com que fiquemos ainda mais ansiosos para saber o que vai acontecer no próximo minuto.

Nosso pensamento está mais acelerado do que comportamos e isso faz com que uma hora a barreira do equilíbrio emocional se rompa e faça com que ele  passe a responder pelos seus atos. E aí já é tarde. Depois que o nosso emocional toma ás rédeas das nossas atitudes, se livrar disso é terrivelmente complicado e requer muita força de vontade e tranquilidade.

Eu venho trabalhando cada vez mais para manter o equilíbrio do emocional em dia, mas como disse, fui corrompida e hoje luto contra os impulsos que a ansiedade me obriga a fazer. Ás vezes é a dieta que não consigo cumprir, as noites mal dormidas, os horários que se complicam, as compras que faço sem necessidade… Tudo aquilo que fazemos e depois bate aquele arrependimento.

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Existem milhares de formas de combater um estresse emocional, como ioga, meditação guiada, exercícios físicos regulares, ansiolíticos, fitoterápicos… Mas eu ainda continuo achando que a melhor forma de combater tudo isso é simplesmente não adquirindo este problema.

Tá! Eu sei que não é tão fácil assim, afinal sou prova viva disso, mas hoje eu penso que se tivesse me importado menos com tudo, se fosse mais relaxada, se tivesse cuidado da minha cabeça antes da bomba explodir, hoje era só manter. Ouvir uma música boa no final do dia deitada no sofá da sala, ler um livro em um parque da cidade nos final se semana, largar o celular e o computador às oito da noite e só mexer no dia seguinte. Mas quem disse que eu consigo? Parece que é um misto de ansiedade com vício que me faz ligar a TV com o laptop no colo e mexendo no celular #tudojuntoemisturadoaomesmotempo.

Bom, como eu disse antes, não sou exemplo pra ninguém, mas se querem um conselho, cuidem de sua saúde mental. Ela será a grande responsável para que vocês saibam lidar ou até mesmo curar as doenças do corpo no futuro.

Um grande beijo a todos, Carolina.

 

 

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