About Me · Para Refletir

Eu, Carolina F. – Viciada em Açúcar

“Olá, meu nome é Carolina e eu estou ‘limpa’ há 1 dia.”

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Se eu fizesse parte de um grupo de apoio de dependentes por açúcar, certamente eu começaria com esta frase.

Parece mentira falando assim, mas o açúcar causa sim dependência e é super prejudicial à saúde. O vício em açúcar é algo tão grave quanto o vício em drogas e leva à compulsão e à síndrome de abstinência.

O açúcar possui propriedades relaxantes e excitatórias que são conhecidas como opioides. Quando o açúcar entra na corrente sanguínea, os níveis de glicose aumentam, estimulando o pâncreas a produzir e liberar insulina, hormônio que converte a glicose em energia e em reservas de gordura. Para o cérebro, o acúmulo de açúcar representa ter energia para proteger o corpo.

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Infelizmente eu sou uma das vítimas acometidas por este vício, mas a culpa não é completamente minha, isso é resultado da cultura trash food em que estamos vivendo nos dias de hoje.

De um lado, um mundo saudável vem se consolidando cada vez mais. Do outro, um mundo de “comidas rápidas” para aqueles que não estão dispostos a aguardar 45 minutos por uma refeição saudável e feita na hora (sim, comidas saudáveis levam um certo tempo para serem preparadas, afinal, a maioria dos produtos são frescos).

O açúcar está em toda parte. No refrigerante que consumimos no lugar do suco natural (não no meu caso que não ligo para refri, mas de um modo gera), no pãozinho francês (ainda mais com miolo) do café da manhã e da tarde, nos condimentos – como ketchup –  que colocamos no sanduíche, no amido presente na batata frita e por aí vai…

O meu problema com o açúcar não há como negar, gosto e consumo doces em excesso todos os dias desde que me lembro de conseguir ir até a geladeira sozinha. Porém, chegou uma fase da vida em que o açúcar está começando a trazer danos prejudiciais e visíveis à minha saúde e entendo que é a hora de diminuir.

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Há cerca de um mês fui ao dentista como faço todo ano e fui surpreendida quando a dentista me disse que eu estava com quatro (sim, QUATRO) cáries. Eu fiquei assustada, pois com 29 anos eu ainda não havia tido nenhuma cárie na vida (sei que a genética neste ponto influencia, mas o cuidado com os dentes é a parte primordial para evitar tal fato). A resposta da dentista, portanto, foi como um tiro em meu peito: “são cáries de açúcar Carolina, você tem consomido muito açúcar? ”. Eu não podia acreditar, mas sim, lá estava meu vício me mostrando que ele pode sim acabar com a minha saúde começando por onde eu ainda não havia pensado… nos dentes! Mas é claro!!! Desde criança aprendemos que não devemos comer doces para evitar cáries e até que posso considerar que as minhas demoraram a aparecer.

Entendi o resultado da ida ao dentista como um alerta. Ainda não sofri danos mais sérios como diabetes ou colesterol alto, mas a balança já vem me mostrando – aos poucos – que pode se tornar minha maior inimiga, então é hora de colocar o pé no freio e entender que sou uma viciada (que forte isso soou!) e que preciso entender o quanto esta substancia pode ter efeitos cada vez mais degradativos em minha vida.

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Não posso – ainda – me dar ao luxo de dizer que estou conseguindo me libertar deste vício, pois é penso que é tão difícil quanto parar de fumar (nunca fumei na vida, mas tiro exemplo do que leio e escuto as pessoas dizerem). Cada dia é um novo dia para tentar me livrar do açúcar e me sentir livre. Mas a parte mais difícil do açúcar quando o relacionamos a outras drogas é que você precisa se alimentar para estar vivo, diferente das outras drogas (apesar da sensação, creio eu) e o açúcar está em todo lugar, está presente em muitos alimentos salgados, como os carboidratos, e vem como uma pegadinha para o nosso organismo, levando nosso cérebro a escolher determinados alimentos que irão nos saciar mais por conta do açúcar embutido em sua composição ou em como ele se transforma no nosso organismo.

A medida que vou diminuindo o açúcar da minha alimentação, os efeitos da abstinência são explícitos: dores de cabeça, ansiedade, compulsão alimentar (que pretendo fazer também um post sobre isso mais pra frente), oscilação de humor, cansaço, insônia, irritação e por aí vai. Estes efeitos são parecidos com os da abstinência a cafeína.

Depois de pesquisar bastante internet afora – para fazer este post – pude conhecer um pouco mais sobre os danos que pode causar a saúde a médio e longo prazo e o resultado foi assustador: cáries (já estou provando deste veneno), alteração de humor (mais um ponto para o inimigo), obesidade, diminuição da resistência imunológica, desequilíbrio hormonal, diabetes, câncer… Mas em contrapartida, quando a decisão certa é tomada e, por fim, conseguir consumir menor açúcar, mudanças significativas também poderão ocorrer: emagrecimento, sistema circulatório mais fortificado, saciedade em consumir menor quantidade de alimentos, fígado mais saudável, prevenção do envelhecimento precoce (sim, por incrível que pareça, o excesso de açúcar também influencia no processo de envelhecimento da pele), entre outras mudanças que não percebemos aparentemente, mas que estão escondidas dentro do nosso corpo.

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Após ler tudo isso eu fiquei pensando que se eu não dominar este vício, ele vai me dominar e cedo ou tarde terei de fazer esta reabilitação por alguma doença ou carência no organismo e eu realmente não quero que isso aconteça.

É muito difícil assimilar e colocar em prática que você precisa parar de consumir uma coisa que você gosta muito e que “aparentemente” te faz se sentir bem. Mais difícil ainda é fazer as pessoas a sua volta entenderem que isso se trata de uma dependência e que te dizer que você não está tendo força de vontade para, só faz piorar mais ainda seu humor e sua auto estima.

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Não sou especialista e por isso não aprofundei tanto no assunto quanto gostaria. Mas a ideia do post foi realmente expor este problema que tenho (e admito sem problema algum) e a ajudar algumas pessoas que também possam ter e nem fazem ideia.

A internet é uma rede que, apesar de tudo, pode nos ajudar a divulgar conteúdos que possam ajudar ao próximo. Então se você se identificou com o meu caso, faça suas pesquisas, mas não deixe de ir ao médico ou a um nutricionista, como estou fazendo. Fazer as coisas por conta própria, muitas vezes pode mais atrapalhar do que ajudar.

Espero muito muito muito que tenha ajudado alguém com este post e a aqueles que não passam por isso, eu agradeço a leitura.

Beijos a todos, Carolina.

*imagens: Pixabay

 

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5 comentários em “Eu, Carolina F. – Viciada em Açúcar

  1. Vai no meu blog e tenho um artigo a falar sobre o açúcar também, Continue essa luta porque o açúcar não tem qualquer valor nutricional e as reações de satisfação que ele desencadeia em nós são as mesmas que uma boa hora de exercício. Não tenho nada em casa com qualquer adição de açúcar e agora quando como um doce acho sempre que é demasiado doce. :-*

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