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Alergia à esmaltes… eu tenho!

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Começou de repente e eu custei a descobrir que os sintomas que estava sentindo não passava de uma “simples” alergia à esmaltes.

Ficou meio dramático esse início do post kkkkkkk, eu sei, mas vou explicar direitinho a vocês a minha alergia a esmaltes, como ela começou, tudo o que eu sinto e o que isso mudou na minha vida.

O post é enorrrrrme. Eu fiz questão de contar tudinho que aconteceu comigo para talvez ajudar a quem possa interessar, com algumas informações.

Eu sempre andei com as unhas feitas. Fazia toda semana e elas eram super fortes. E quando digo forte, quero dizer forte mesmo, daquelas bem durinhas que não quebrava nunca e nem sequer lascava.

Por um tempo da minha vida eu fiz minhas unhas com uma mesma manicure, mas logo que entrei na primeira faculdade (com 17 anos) os horários ficaram confusos e eu aprendi a fazer minhas próprias unhas em casa.

Há 3 anos atrás minha unha do dedo médio da mão esquerda começou a descolar e a pele envolta dele estava descamando bastante. Consultei com uma dermatologista que me examinou e disse que era micose. Estranhei bastante, já que eu mesma fazia minhas unhas, mas ela disse que micose a gente pega até lavando a mão com sabonete em barra de uma outra pessoa. E me prescreveu medicação via oral semanal com uma de uso tópico diariamente.

Meses se passaram e nada de melhorar, inclusive piorou. O descolamento se espalhou por outras unhas e eu retornei à consulta com a dermatologista que, desta vez, me prescreveu um esmalte próprio (e bem forte) para micose.

Não sentia nenhuma melhora e ficava sempre com aquela sensação de que estava piorando, mas todo mundo falava comigo que tratamento de micose era chato e demorado mesmo.

Continuei cuidando, mas sem dar mais tanto protagonismo para isso. Segui com a minha vida, até que em dezembro de 2013 começaram a surgir manchas avermelhadas e roxas envolta dos meus olhos, principalmente do direito. Me lembro que neste Natal, não fizemos nada muito grandioso, passamos em casa mesmo com meus avós e primos e eu nem me produzi muito, mas em um momento da ceia minha mãe me disse que eu estava com o olho tão roxo que parecia que eu tinha levado um soco e sem exageros, ela estava falando a verdade. Realmente parecia hematoma de uma pancada no olho direito.

Novamente não me importei muito (por que a gente costuma ser tão negligente com certas coisas na vida?) e logo e roxo sumiu.

No réveillon fui viajar e me lembro que dei uma cochilada durante a viagem e quando acordei, passei a mão no rosto e vi que estava com uma “textura” estranha. Peguei o espelho de bolsa e me assustei. Eu estava cheia de vergões no rosto, parecia que tinha sido arranhada ou que tinha dormido com o rosto em cima de uma toalha com relevos e deixou minha pele toda marcada. Não doía e nem estava vermelho, mas eu fiquei apavorada. Desci do carro, tomei uma água e logo passou. Novamente não me importei.

Passado os dias, meu olho direito começou a apresentar uma espécie de queimadura na pálpebra fixa e uma olheira enorme e novamente avermelhada. As pessoas de onde eu trabalhava me disseram que poderia ser alergia a maquiagem, mas pra mim não fazia muito sentido.

Após dias com estas queimaduras evoluindo para olhos inchados, tomei vergonha na cara e procurei o médico que eu estava fazendo um tratamento para ansiedade e o questionei se não seria uma reação ao medicamento que eu estava tomando. E ele me recomendou procurar um alergista.

Lá fui eu com a certeza de que era alguma intolerância alimentar (não sei de onde tirei isso) e ele de cara descartou essa possibilidade (mesmo fazendo um teste alérgico por insistência minha) e me sugeriu fazer um outro teste alérgico, só que este era para verificar a possibilidade de ser uma alergia por contato.

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Teste alérgico de contato. O resultado demora cerca de uma semana para sair e você não pode lavar a área do teste durante esse período. Complicado, no mínimo!

O resultado do teste não deu nada demais, mas eu percebi que neste período, por coincidência eu não havia feito as unhas e fiquei sem esmalte, o que me deu um certo alívio nos sintomas.

Comentei isso com o médico e ele pediu para fazermos uns testes. Ficar uns tempos sem esmalte e depois voltar a usar e ver como meu corpo reagiria. Bingo! Aquilo que eu nunca havia pensado na possibilidade estava acontecendo: eu desenvolvi uma alergia a esmaltes.

Saí do consultório, cheguei em casa e comecei a fazer milhares de pesquisas na internet sobre o assunto e descobri várias pessoas relatando os mesmos sintomas que eu sentia e como lidavam com aquilo.

Naquele momento eu entendi que seria uma coisa teria que aprender a conviver e me adaptar.

Fui comprar esmaltes hipoalergênicos que, até então, eu achava que eram  os mais indicados no meu caso e na perfumaria já conheci umas 3 moças com o mesmo problema que o meu e me deram várias dicas. A vendedora, que também tinha o problema, disse que está cada vez mais comum e de cara já me alertou que os hipoalergênicos não resolveriam o meu problema e me indicou os esmaltes “free“.

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Os esmaltes “free” variam de marca para marca, mas sua principal característica é ser livre (daí o nome free) de algumas substâncias que podem causar alergias. Entre as mais comuns estão o tolueno, o formol (formaldeído) e o DBP (dibutilftalato).

Estes componentes servem para dar brilho, durabilidade e fixação do esmalte. Então vocês podem calcular que um esmalte que não contém estas substâncias em sua formulação age como? Exatamente! Ele não dura muito, fica opaco com facilidade e muitas vezes descasca até no próprio dia que é aplicado.

Sim! É um tormento aprender a conviver com essa novidade nada agradável.

No início do post comentei que minhas unhas sempre foram super fortes e nunca quebravam. Pois então, depois de ter descoberto que minha alergia não era micose (inclusive, no teste alérgico descobri que tenho alergia a fungicidas tópicos também, o que ajudou a piorar a alergia) minhas unhas se tornaram extremamente frágeis, quebradiças e irregulares. Não são aquelas unhas lisinhas como costumamos ver, são unhas com ondulações nas superfícies que eu não lixo para nivelar, pois já são super fracas assim e se eu lixar vai piorar ainda mais.

Uma coisa que pude observar com estes quase 3 anos de alergia é que o emocional influencia muito e que deixar a unha respirar um tempo é fundamental. Por isso, muitas vezes chego a ficar até um mês sem fazer as unhas. E quando digo ficar sem fazer, é sem fazer mesmo: sem tirar cutícula, passar base ou pintar. Deixo a unha cortadinha, limpa, mas bem natural, porque eu posso voltar a ter alergia até usando estes esmaltes especiais, por isso tenho certeza que o emocional pode ter uma parcela de culpa (em tudo na vida, pra falar a verdade minha gente).

Não é a pior coisa que poderia ter me acontecido, longe disso. Mas confesso que é bem difícil lidar com essa restrição, afinal, mulher vaidosa sente falta de se cuidar, e fazer as unhas faz parte desse cuidado com o corpo.

Mas enfim,  gente vai se adaptando a tudo não é mesmo?! Já passei da fase de frustração e rebeldia e hoje estou na fase de aceitação.

A última parte que queria dividir com vocês é que nestas últimas semanas eu experimentei novamente a linha hipoalergênica da Risqué, que no passado não havia dado certo pra mim, mas dessa vez não senti nada de imediato (usei por duas semanas).

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Esmalte Risqué Hipoalergênico – Astral

Não tive nenhuma reação durante as duas semanas que usei, mas já me preveni tirando o esmalte e deixando as unhas respirarem por um tempo. Por enquanto tudo ok, o que me deixa muito feliz em saber que agora posso usar uma marca com uma linha extensa de cores para poder variar.

Sei que o post ficou imenso, mas consegui explicar direitinho como tudo aconteceu e como lido com isso.

Se alguém por aí também tiver essa mesma restrição que eu, me conte aqui. Vou ficar bem feliz de poder trocar figurinhas sobre um assunto tão importante pra mim. Ás vezes alguém tem algum conselho pra dar, ou teve uma experiência diferente que agrega no conhecimento para prevenir outras coisas… Enfim! Me contem tudo.

Espero ter ajudado àqueles que estão passando pelo mesmo problema que eu.

Beijos e beijos, Carolina.

 

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Um comentário em “Alergia à esmaltes… eu tenho!

  1. Deve ser horrível mesmo. Graças a Deus não passo por esse tipo de problema.
    Fico feliz que seu problema está sob controle e você soube lidar com ele, o que como você disse, não é fácil para uma mulher vaidosa.
    Espero que você tenha se curado definitivamente.
    🙂 bjinhos

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